O rei Saul, já destronado por
Deus, permaneceu rei ainda por muitos anos. Apesar de Deus ter escolhido e
ungido Davi como futuro rei, Saul permaneceu no seu cargo até Davi ser
completamente moldado por Deus.
As mudanças não sempre acontecem
da noite para o dia: Davi aguardou a sua hora mais de 14 anos, apesar de que
esta mudança já havia sido determinada por Deus há muito tempo.
Não sei se chegou a hora da
mudança na IEQ, porque muitos pastores já se conformaram ao empreendedorismo
exasperado, ao pragmatismo religioso exacerbado, aos pecados semiocultos da
casta pastoral que tem o “privilegio” de fazer parte da cúpula. Muitos se
conformaram aos escândalos, aos privilégios, ao mundanismo e ao nepotismo
eclesiástico. A consciência de muitos, infelizmente, se cauterizou durante o
caminho, priorizando a própria carreira ministerial e o exercício do poder (e
não estou falando do poder de Deus).
Não sei se chegou a hora da
mudança, apesar de que todos nos sabemos que mudar é preciso. É preciso porque é
a hora de acabar com os boatos sobre caravanas e votos comprados, sobre supostos
crimes e sobre uma maneira discutível de administrar a igreja. Boatos ou verdade?
Não sei, mas estou ciente que a IEQ (assim como qualquer igreja) precisa ser
governada por um homem que zela pela democracia e que tenha boa fama: o bem da
igreja vem em primeiro lugar, bem antes dos anseios de qualquer candidato. A
Igreja, como agencia do Reino de Deus na terra, pela sua obrigação de
influenciar positivamente a sociedade, tem obrigação de se apresentar ao mundo com
uma cara diferente e por esta razão deve ser governada por uma liderança irrepreensível
e com uma imagem publica que não seja em nenhuma circunstância pedra de tropeço
ou motivo de escândalo.
Não sei se é realidade o mal-estar
de muitos pastores os quais afirmam de ter sido colocados no mar do esquecimento
por não ter compartilhado cegamente a visão do próprio líder (infelizmente as
denuncias sempre acontecem por trás das cortinas). Não sei se alguém, tocado
pelo Espirito Santo, terá um regurgito de consciência e reconhecerá os maus
caminhos e a sua misera subserviência. Não sei se muitas ou poucas pessoas
venderão o próprio chamado, o próprio ministério e a própria consciência por uma
estadia de hotel...ou seja por um prato de lentilhas.
Eu sei porem, que mudar é preciso
e que se não acontecerá pelos homens, acontecerá – em um dia qualquer depois do
dia 27 de março de 2012 - pela mão de Deus, enquanto Ele pouco se importa com
os privilégios e os negócios de servos inúteis. O dia que Deus decidirá invadir
o palco, também a prostituição ministerial será cobrada.
Votar no atual Presidente não é
pecado, se você achar que seja o melhor para a IEQ e principalmente para o
Reino, mas vender o seu voto sim.
Com esta carta, com toda certeza,
vou ser excluído definitivamente (já era, mas estou fechando com chave de ouro)
de qualquer projeto missionário da parte da IEQ, todavia nunca vou deixar de
expressar livremente os meus pensamentos, nunca vou vender o meu chamado por um
prato de lentilhas nem por todo o ouro do mundo. O meu compromisso com Deus
sempre foi honestidade intelectual e ministerial, e o Seu compromisso comigo sempre foi e sempre será em me sustentar para que eu possa desenvolver os projetos ministeriais que Ele tem colocado no meu coração.
Nunca poderei ser escravo de qualquer homem, porque eu sou livre em Cristo Jesus.
E você, pastor da IEQ?
Saudações.

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