“Mas ainda que nós ou mesmo um
anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado,
seja anátema.”
O evangelho gospel que está sendo pregado aqui no Brasil não confronta
o homem com a realidade do pecado e com a Santidade de Deus, não o joga no chão, assim
como aconteceu com Saulo, nem o joga aos pês da cruz. Este tipo de evangelho barato e criminoso
produz simpatizantes de Jesus, pessoas que não são convertidas mas sim convencidas, convencidas
de ter alcançado o céu apesar de não ter produzido e manifestado nenhuma transformação ou
mudança de vida. Quem mentia continua mentindo, quem transava continua
transando, quem amava o mundo continua amando o mundo como antes. Se o
comportamento de quem se proclama evangélico é o mesmo de quem não é evangélico,
significa que ainda a sua natureza é totalmente carnal e que não é salvo. Quem
continua se gabando do pecado, pode até ter aparência de “crente”, mas o
salário do pecado, ainda hoje, é a morte, conforme ás Escrituras. Transformaram Jesus em um mantra que protege
e salva quando o seu nome é pronunciado. Transformaram o evangelho em “boas
noticias de autoajuda” e em uma exaltação do homem e da própria fé. Transformaram
o Eterno em um servo que deve realizar os nossos sonhos e os nossos desejos. Transformaram a obra e a Igreja do Senhor em
um bom e proveitoso negócio.
Deus providenciou um sacrifício perfeito por meio de seu Filho Jesus
Cristo e um evangelho que é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que
crê”, mas o Brasil preferiu deturpar o Evangelho de Jesus Cristo para realizar os seus próprios desejos carnais e
para continuar adorando os seus “bezerros de ouro”. Este criminoso evangelho gospel se encaixa perfeitamente no atávico sincretismo
religioso do povo brasileiro, e a sua mensagem não incomoda, não
confronta, não instrui, e não salva mais ninguém.
A cada dia precisamos aguentar as piores aberrações teológicas e as mais
ridículas bizarrices gospels. E o que é pior, tudo é feito em nome de Deus da parte
de homens que nunca foram de Deus ou que já foram de Deus, mas que já caíram assim
como aconteceu com Lúcifer.
E o Evangelho, no Brasil, se transformou em uma piada: cruzeiro gospel,
cheiradores de bíblia, anjos massageadores, botas de píton, unção do leão de
Judá, unção de lagartixa, jumentinho BMW, oferta de primícias, oferta de Abrão,
oferta de Melquisedeque, oferta de sacrifício, dizimo, bizimo e trizimo, lenço
sagrado, celular ungido, óleo do monte Sinai, carnê cura-prosperidade-salvação,
pai apóstolos, patriarcas, teologia da prosperidade, da confissão positiva, lei
da atração, e assim por diante.
Hoje, se o Spurgeon pregasse em nossas igrejas, quase ninguém aguentaria
uma pregação de uma hora e que deixa o homem completamente descoberto diante da
Santidade de Deus. Hoje quase nenhuma liderança aceitaria o apóstolo Paulo entre
eles. Jesus, provavelmente, seria
novamente crucificado pela igreja brasileira, enquanto as suas palavras
seriam percebidas como duras e produziriam um “desnecessário” desconforto,
assim como já aconteceu em sua época na Palestina. Ele perderia a maioria dos clientes
conquistados, ao longo dos anos, pelos pastores lobos e sem vergonha desta época,
Ele com certeza disperderia todos os "irmãos" alcançados por meio das estratégias carnais dos vendilhões da fé deste seculo.
Em outras ocasiões já afirmei que faz muito tempo que o câncer do pragmatismo religioso, do movimento gospel e do empreendedorismo exasperado tem se espalhado por aqui. A Igreja brasileira desprezou a oração, a busca da face do Senhor e a consequente dependência do Espirito Santo. Ela amou mais as trevas que a luz, menosprezando o sacrifício de Jesus - sacrificio que foi e permanece perfeito -, e enfim hoje parece que “o cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama” (2 Pe 2:22).
Em outras ocasiões já afirmei que faz muito tempo que o câncer do pragmatismo religioso, do movimento gospel e do empreendedorismo exasperado tem se espalhado por aqui. A Igreja brasileira desprezou a oração, a busca da face do Senhor e a consequente dependência do Espirito Santo. Ela amou mais as trevas que a luz, menosprezando o sacrifício de Jesus - sacrificio que foi e permanece perfeito -, e enfim hoje parece que “o cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama” (2 Pe 2:22).
Saudações
Matteo Attorre


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