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domingo, 11 de março de 2012

O GOVERNO SOBERANO DE DEUS SOBRE A SUA IGREJA


Não somente esta Carta, mas também a Palavra denuncia a cegueira, a hipocrisia e a culpa de uma parte da Igreja brasileira. A Igreja, a respeito de algumas questões, se fingindo de boba, fecha os próprios olhos e, quando precisa, se tampa até o nariz para não sentir o cheiro da podridão dos seus lideres.

Missões.

Já participei de muitas conferências e cultos de missões, já conheci muitas pessoas que nunca falavam em missões e pessoas que sempre falavam em missões.  Mas dessas pessoas, poucas realmente colocaram a mão no arado.
Infelizmente para muitos pastores e líderes que já conheci falar em missões é apenas fazer moda. Para muitas igrejas fazer uma conferência missionária é apenas mais um programa anual legal na igreja.  O culto de missões mensal parece mais algo para aliviar a consciência diante de Deus. Poucas pessoas que conheci na minha vida realmente se importam com missões. 
Na pratica, fazer missões não está na agenda das prioridades da Igreja.  As prioridades são: ter um ministério bem sucedido, comprar o terreno, construir o templo, o estacionamento, as cadeiras mais confortáveis, o ar condicionado, melhorar o som, trocar as cortinas, e lista pode continuar. Ou vocês acham que seja uma lenda a historia de missionários enviados e depois esquecidos no campo? 

A Igreja brasileira (SEPAL 2010) investe menos de 1% em missões: os dados condenam a liderança e apontam para a sua hipocrisia. Para fazer missões nunca a Igreja tem dinheiro: mentira e autoengano. A verdade é que não é prioridade e ninguém gasta dinheiro com algo que não seja prioritário. Infelizmente, parece que seja prioridade do Deus que eles afirmam servir. 

Nepotismo eclesiástico.

A nefanda pratica do nepotismo eclesiástico tira também muitos dos recursos que deveriam ser utilizados para fazer missões: o que sobrar após a igreja ter pagado o salario de todos os membros da família pastoral (filhos, netos, irmãos, cunhados, etc...) vai ser investido em missões: migalhas.

O missionário deve viver pela fé, em final de conta ele é missionário e o missionário tem chamado de sofrimento e pobreza, mas o pastor e o seu parentesco, que tem chamado de prosperidade, devem necessariamente ser todos salariados. Igrejas grandes e pequenas de Belo Horizonte testemunham esta pratica. A desculpa é sempre a mesma: Deus colocou no meu coração de consagrar como pastora a netinha de cinco anos, de colocar o filhinho meio lerdo no escritório, o cunhado na tesouraria, etc... O trabalho é voluntario na Igreja somente para os outros, nunca para o parentesco pastoral.  A capa do boletim informativo sempre tem um membro da família em destaque: aniversario, lançamento de CD, nascimento do filho, a troca da primeira frauda etc..

A nefanda pratica do nepotismo eclesiástico tira não somente recursos financeiros para o crescimento do Reino, mas rouba também o espaço ministerial de pessoas que não possuem o mesmo sangue do “patriarca”. A liderança sofre e de consequência a igreja toda. Escolha míope: o eventual crescimento da Igreja em termos numéricos não é devido às escolhas geniais do patriarca, mas ao proposito eterno de Deus em relação à salvação das almas. Deus, em outras palavras, continua pastoreando a Sua Igreja apesar dos erros voluntários e involuntários da casta pastoral.

Pecado diferenciado.

Uma boa parte da Igreja brasileira, para não incomodar a clientela e encher a Igreja de qualquer forma, há muito tempo desistiu da pratica de falar sobre o pecado. Todavia, quando ela cobra o pecado de alguém, é quase sempre referente ao pecado do membro.  Quando se trata de pastores que fazem parte da liderança e do governo de Igrejas e denominações, de repente os olhos se fecham: fornicação, adultério, roubo, e até crimes civis e penais são contemplados com repentina benevolência e misericórdia. Na verdade, nem se toca o assunto, por causa de uma lamentável cumplicidade corporativa e um ignóbil pragmatismo religioso que com certeza não honra e não glorifica o Altíssimo.

Conclusão.

Deus governa a Sua Igreja, cumprindo o Seu eterno e soberano proposito de salvação apesar dos nossos erros e das nossas omissões.  A vontade de Deus pode ser diretiva ou permissiva, mas é sempre a Sua soberana vontade que move a Igreja e a historia da humanidade.  Se alguém se acha “o cara”, cuidado na hora que Deus invadir o palco. 

Saudações

Matteo Attorre
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